Olá pessoal o post de hoje é uma entrevista com uma grande parceira do blog, Amanda Reznor, escritora do livro Delenda que eu amo de paixão.

Primeiramente irei mostrar para vocês o livro da autora e logo abaixo segue a entrevista.

Sinopse: Vale dos Segredos é um lugar. Tão real quanto eu ou você e o que habita o nosso imaginário. E, como todo lugar, preserva as digitais dos séculos que o tempo em vão tenta apagar. Mas elas, como impressões virtuais refletidas num ponto qualquer do universo, perseveram. Delenda é uma dessas histórias que rega o Vale. Cláudia Blaise é uma garota quase comum: vive com sua avó em um bairro nobre, sustentada por uma gorda pensão deixada por seu avô. A única coisa que a difere de seus colegas da faculdade é que ela não conhece a mãe, que sumiu após o parto, e o pai, que foi assassinado no mesmo dia em que ela nasceu. No seu décimo oitavo aniversário, porém, uma surpresa está para alterar todo o rumo de sua vida. Mas o que vem disfarçado de um presente tentador pode ser, na verdade, uma cilada de encantos, mistério e morte... Será que ela descobrirá os importantes enigmas do Vale dos Segredos e, mais importante, saberá como escapar desse terrível labirinto? Viaje em um mundo no qual superstição e ceticismo se encontram, morte e vida dão as mãos, espelho e reflexo dançam. O Vale esconde muitos segredos e você está prestes a desvendar alguns deles, junto à jovem protagonista Cláudia, que estará tão perdida quanto o leitor, num ambiente hostil e entre pessoas estranhas. Suspire, reflita, sofra – ao final de tudo, você verá, a profecia pode se mostrar mais real do que a ficção... 

E agora acompanhem a entrevista com essa autora maravilhosa.

1 - Como surgiu a idéia de criar um livro? Quanto tempo demorou para escrever o mesmo?
Olá, querida Ester e leitores! Primeiramente, obrigada pela oportunidade de falar um pouco mais do meu trabalho. Eu comecei a escrever fábulas e quadrinhos na segunda série, e quando uma de minhas professoras elogiou minha produção, eu não parei mais de criar novas histórias. Na quarta série eu comecei a escrever o livro de uma garota que um dia acordaria e teria virado um inseto, e o nome era Mirela, a Moska. Chegou a 40 páginas, mas depois eu perdi o rascunho e acabei não continuando a história. Em 2002 eu comecei a imaginar a região do Vale dos Segredos e, em 2003, surgiu o primeiro capítulo do Delenda, criei as personagens e guardei o rascunho. Só em 2010 que eu retomei a escrita, por causa de um concurso do SENAC para publicação de romances, consegui finalizar em três meses, mas não ficou bom. Então reescrevi e enviei para algumas editoras, consegui a publicação pela Literata em 2011 e, depois de mais um mês reescrevendo e construindo um final diferente, o Delenda finalmente ficou pronto!

2 - Possui algo ou alguém que te inspire a escrever? Tem algum momento especifico do seu dia no qual tira para se dedicar a escrita?
Eu não me inspiro em alguém em específico, mas acredito que tudo o que leio acaba influenciando a minha escrita. Quando eu reescrevi o Delenda, por exemplo, estava lendo uma antologia de contos do Lima Barreto, e isso fez com que eu criasse aquela introdução bastante rebuscada (risos). Mas eu gosto bastante de ler Stephen King, HP Lovecraft, Alan Poe e outros autores desses gêneros de terror e mistério dentro da literatura fantástica.

3 - Qual seu genero preferido para leitura? Possui algum livro favorito?
Literatura Fantástica. Eu também gosto, mas não sou grande fã, de Ficção Científica, e não curto muito romances melosos ou livros eróticos; até leio histórias mais cotidianas e realísticas, mas prefiro os clássicos aos atuais desse gênero. Assim, posso dizer que eu tenho um autor favorito para cada estilo - eu amo a J. K. Rowling no estilo da LitFan; L. F. Telles, S. King, A. Rice, E. A. Poe, H.P. Lovecraft e N. Gaiman são os que mais leio de terror e mistério; nesse estilo mais cotidiano, os autores russos são mestres, como Dostoiévski, e Raquel de Queiroz faz uma transcrição muito tocante da realidade. Não tenho um só livro favorito, mas escolhi "A Boa Terra", da Pearl S. Buck, quando tinha 11 anos, e falo dele até hoje (risos).

4 - Qual a importância dos livros para as pessoas no dia de hoje na sua opinião?
Livros são e foram importantes em todas as épocas, mas, em se falando do momento atual, as pessoas estão vivendo um cotidiano conectado à internet, à televisão e aos smartphones / celulares, e com isso elas acabam tendo uma visão muito superficial das coisas, não se aprofundando em pensamentos ou chegando a um entendimento mais completo dos assuntos; os livros podem ajudar essas pessoas abrindo seus horizontes para o que continua oculto, para um contato com realidades diferentes, como as gerações passadas, permitindo que entendam melhor como pensam seus pais e avôs, e dando asas à criatividade para imaginar e ajudar a criar o mundo em que viveremos no futuro. Além disso, os livros trazem benefícios que todos já conhecem, como o exercício da memória, do raciocínio, da imaginação, da comunicação e do aperfeiçoamento gramatical.

5 - O que você vê em Cláudia (personagem de seu livro) que acha parecido com você?
A Cláudia poderia ser uma versão com algumas das minhas características, mas não todas - o lado cétido e curioso, a dificuldade em se relacionar com as pessoas por timidez inicial ou a falta de bom-senso ao falar o que está pensando, principalmente em momentos inadequados, além do medo de se descobrir e se envolver com o sexo oposto (essas eram coisas mais marcantes durante a minha adolescência, acredito que muita coisa já mudou desde então, risos).

6 - Algo ou alguém te desanimou na hora da publicação? O que te fez dar a volta por cima?
Minha família achava mais importante que eu focasse nos estudos e num trabalho, então eu continuei frequentando eventos e escrevendo, sem falar do que estava fazendo, e, quando viram, eu já estava convidando para o lançamento do meu livro, que seria na Bienal do Livro de SP de 2012. A melhor forma de fazer algumas coisas, às vezes, é só mostrar aos outros quando aquilo já estiver pronto!

7 - Quem sempre te apoiou nessa jornada de escrever um livro?
Não houve um apoio constante; porém meu vô materno sempre dava palavras de incentivo quando eu falava do meu livro, e escutava alguns trechos para dar sua opinião.

8 - Qual a importancia pra você dos seus blogs parceiros?
Muito importantes! Vocês me ajudam não só com a divulgação, como também com as sugestões de vocês sobre o que eu poderia melhorar no livro e na minha forma de escrever, me ajudam a ver o que devo fazer no próximo livro e ainda se tornam amigos super queridos com quem posso dividir novidades literárias e fazer encontros =D

9 - Indique um livro, além do seu, que acha que todos nós devemos ler.
Eu vou falar de um livro que poucos conhecem, o Tuareg, do Alberto Vazquez-Figuerôa. É um livro de bolso super rápido de ler, e eu fiquei com preconceito quando me mostraram a capa, na época, mas é uma história impressionante e que te faz ler sem desgrudar os olhos das páginas até o fim, além de nos conectar a uma realidade muito diferente da nossa - a das tribos de tuaregues.

10 - Para finalizar se defina com as iniciais de seu nome.

Autêntica e Realizadora, essas duas palavras podem resumir quem é Amanda Reznor xD. Obrigada a todos os leitores, beijos e até a próxima!


Quero muito agradecer a Amanda por ter aceitado fazer essa entrevista, gostei muito de saber como foi a criação de Delenda e sua opinião com algumas coisas importantes hoje em dia. Espero que tenham gostado, e até a próxima entrevista.


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